Educação
São Paulo, 17 de Junho de 2019

1934octagon.jpg

 

1936educacao.jpg

Rede Lucy Montoro ganha reconhecimento internacional no Japão por receber estudantes estrangeiros
É a primeira vez que uma instituição e uma personalidade da América Latina, a professora da FMUSP Linamara Rizzo Battistella, receberão o prêmio

Dia 13 de junho, a Rede Lucy Montoro foi premiada com o "Haim Ring Memorial Award", reconhecimento da Sociedade Internacional de Medicina Física e Reabilitação (ISPRM) pela dedicação à recepção de visitantes e estudantes estrangeiros. Na oportunidade, a professora titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, receberá o "Herman J. Flax Lifetime Achievement Award" por sua carreira de destaque e suas contribuições ao cuidado das pessoas com deficiência e ao desenvolvimento da especialidade. A premiação acontecerá durante a cerimônia de encerramento do Congresso Mundial da ISPRM em Kobe, Japão.
A Rede de Reabilitação Lucy Montoro oferece reabilitação às pessoas com deficiência ou doenças potencialmente incapacitantes através de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados em reabilitação. A Rede de Reabilitação Lucy Montoro é a primeira instituição brasileira a conquistar a acreditação da Commission on Accredition of Rehabilitation Facilities (CARF). Criada em 2008, a rede conta atualmente com 19 unidades em funcionamento em todo o Estado que realizam mais de 100 mil atendimentos por mês.
Linamara Rizzo Battistella é a primeira professora titular da disciplina de fisiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ela preside o Conselho Diretor do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Rede de Reabilitação Lucy Montoro e é editora e fundadora da Revista Acta Fisiatrica, a única publicação brasileira indexada no campo da Medicina Física e Reabilitação. Entre 2008 e 2018 foi a primeira secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.
A professora titular foi presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação e da Sociedade Internacional de Medicina Física e Reabilitação, e desempenhou um papel de liderança na elaboração das Recomendações da OMS para o Fortalecimento da Reabilitação nos Sistemas de Saúde e no Chamado à Ação da OMS para a Reabilitação 2030. Em 2017, ela fez parte do Comitê Organizador da primeira Conferência da OMS sobre Pesquisa, Inovação e Educação em Tecnologias Assistivas, demonstrando seu compromisso para o fortalecimento do campo das tecnologias assistivas em todo o mundo. A Global Initiative for Inclusive ICTs (G3ICT) da ONU reconheceu sua atuação por meio do Prêmio de Liderança em Acessibilidade Digital em 2016 e o International Council for Caring Communities (ICCC) UM-Habitat, a nomeou Caring Citizen of the World em 2012.

São Paulo será primeiro estado a aderir ao Pisa, exame internacional de avaliação

Exame, baseado em programa da OCDE, avalia matemática, ciências, português e leitura entre estudantes do Ensino Médio

São Paulo será o primeiro estado brasileiro a aderir ao Pisa for Schools (Pisa para Escolas), exame baseado no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em português), da OCDE.
A prova será aplicada em 300 escolas estaduais de São Paulo e envolverá cerca de 25 mil alunos da 1ª série do Ensino Médio. Com o exame, a Secretaria Estadual da Educação quer avaliar os níveis de proficiência em matemática, ciências, português e leitura entre os estudantes de 15 anos.   
O Pisa foi idealizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e aplicado pela primeira vez em 2000 para avaliar o sistema educacional de mais de 80 países, incluindo o Brasil. Enquanto o objetivo do Pisa é fornecer resultados em nível nacional e possibilitar um panorama do sistema de ensino de cada país, o Pisa para Escolas quer produzir resultados individuais das escolas, para embasar políticas públicas locais.
O Pisa para Escolas já foi aplicado em mais de 2.200 escolas, em 10 países ao redor do mundo. Em São Paulo, os resultados poderão fornecer importantes subsídios para as tomadas de decisão da Secretaria da Educação com o intuito de melhorar a educação oferecida pelo estado.
Como será a prova?
A aplicação do Pisa para Escolas é feita por instituições credenciadas pela OCDE. Em São Paulo, ela ocorrerá por meio Fundação Cesgranrio, com previsão para novembro.
A prova é digital e contará com 141 itens. Os alunos terão duas horas para responder perguntas de leitura, matemática e ciências, e mais 30 minutos para preencher um questionário contextual.
Estes questionários procuram coletar informações sobre o histórico escolar, o contexto socioeconômico dos alunos, suas oportunidades, ambientes de aprendizagem, além do engajamento e atitudes dos estudantes com relação à aprendizagem e ao ambiente escolar. O Pisa para Escolas também mensura a percepção das relações entre professores e alunos.

Alessandro Ferro
Álvaro Camilo
Celso Fernandes
Celso Russomanno
Cloves Reis
Danielle Curia
Fernando Jorge
Lair Ribeiro
Mario Covas Neto
Ovadia Saadia
Padre Ezequiel Dal Pozzo
Paiva Netto
Paulo Panayotis
Roberto Maia
Salani
Vito Zanella
Zilda Brandão